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Dr. Leonardo Vivas – Clínica Médica e Medicina do sono em Belo Horizonte – MG

Os distúrbios do sono afetam até 50% dos pacientes com doenças clínicas e isso é importante tanto nos consultórios quanto no ambiente hospitalar.

Neste texto, o dr. Leonardo Vivas, médico especialista em clínica médica, certificado em medicina do sono por um dos maiores centros de pesquisa e ensino do sono do mundo – o Instituto do Sono de São Paulo – e mestre em neurociências, com mais de 10 anos de experiência no cuidado de pacientes com insônia, irá explicar sobre como o sono é impactado em diversas especialidades clínicas, quais os benefícios do sono adequado e quando é importante procurar ajuda especializada.

Foram selecionados artigos científicos de qualidade que ilustram a interface entre a Medicina do Sono e cada especialidade citada neste texto.

O dr. leonardo vivas lê em seu tablet informações sobre distúrbios do sono.
Dr. Leonardo Vivas e o sono.

Nesse artigo:

  • O sono na Cardiologia
  • O sono na Endocrinologia
  • O sono na Reumatologia
  • O sono na Nefrologia
  • O sono na Oncologia
  • O sono na Hematologia
  • O sono na Dermatologia
  • O sono na Cirurgia e Anestesiologia
  • Quando procurar um médico do sono?

O sono na Cardiologia

O distúrbio de insônia afeta pelo menos 45% dos pacientes com doenças cardíacas, estando relacionado a maior risco de novo evento cardiovascular.

A Apneia obstrutiva do sono está associada ao desenvolvimento de HAS, arritmias, doença coronariana e insuficiência cardíaca.

A American Heart Association destaca que a avaliação da duração e qualidade do sono é fundamental para a saúde cardiovascular.

Seguem bons artigos científicos sobre a interface da Medicina do Sono e a Cardiologia:

  1. The Heart-Brain-Metabolism Axis in Cardiovascular and Neurologic Disease.
    Journal of the American College of Cardiology. 2025. Tardo DT, Cortes-Canteli M, Fuster V, Sachdev PS, Kovacic JC.
  2. Associations of Sleep Pattern, Sleep Duration, Bedtime, Rising Time and Cardiovascular Disease: Data From NHANES (2017-2020). PloS One. 2024. Zhang X, Wang D, Liu J.
  3. Sleep-Disordered Breathing and Cardiac Arrhythmias in Adults: Mechanistic Insights and Clinical Implications: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation. 2022. Mehra R, Chung MK, Olshansky B, et al.
  4. Interactions of Obstructive Sleep Apnea With the Pathophysiology of Cardiovascular Disease, Part 1: JACC State-of-the-Art Review. Journal of the American College of Cardiology. 2024. Javaheri S, Javaheri S, Somers VK, et al.
  5. Sleep Disordered Breathing and Cardiovascular Disease: JACC State-of-the-Art Review. Journal of the American College of Cardiology. 2021. Cowie MR, Linz D, Redline S, Somers VK, Simonds AK.
  6. Insomnia and Risk of Cardiovascular Disease. Chest. 2017. Javaheri S, Redline S.
  7. Cardiovascular Complications of Sleep Disorders: A Better Night’s Sleep for a Healthier Heart /­ From Bench to Bedside. Current Vascular Pharmacology. 2020. Manolis TA, Manolis AA, Apostolopoulos EJ, Melita H, Manolis AS.

O sono na Endocrinologia

As doenças do eixo hipotálamo hipófise adrenal estão associadas à insônia, à síndrome das pernas inquietas e aos distúrbios do ritmo circadiano.

A Apneia obstrutiva do sono está associada ao Diabetes mellitus, à resistência à insulina e à obesidade.

A Apneia obstrutiva do sono contribui para o ganho de peso e prejudica o emagrecimento. Até 98% (em média 74%) dos obesos convivem com a AOS.

Seguem bons artigos científicos sobre a interface da Medicina do Sono e a Endocrinologia:

  1. Thyroid Dysfunction and Sleep Disorders. Frontiers in Endocrinology. 2021. Green ME, Bernet V, Cheung J.
  2. Endocrine Disorders in Obstructive Sleep Apnoea Syndrome: A Bidirectional Relationship. Clinical Endocrinology. 2022. Akset M, Poppe KG, Kleynen P, Bold I, Bruyneel M.
  3. Pituitary Diseases and Sleep Disorders. Current Opinion in Endocrinology, Diabetes, and Obesity. 2016. Romijn JA.
  4. MECHANISMS OF ENDOCRINOLOGY: Mechanisms of Disease: The Endocrinology of Obstructive Sleep Apnoea. European Journal of Endocrinology. 2019. Lavrentaki A, Ali A, Cooper BG, Tahrani AA.
  5. Obstructive Sleep Apnea Syndrome and Metabolic Diseases. Endocrinology. 2018. Li M, Li X, Lu Y.
  6. Diabetes and Sleep: A Complex Cause-and-Effect Relationship. Diabetes Research and Clinical Practice. 2011. Barone MT, Menna-Barreto L.
  7. Association of Sleep Disturbances With Obesity, Insulin Resistance and the Metabolic Syndrome. Metabolism: Clinical and Experimental. 2018. Koren D, Taveras EM.

O sono na Reumatologia

Pacientes com doenças crônicas inflamatórias apresentam maior risco de distúrbio de insônia, Apneia obstrutiva do sono e síndrome das pernas inquietas.

A dor possui uma relação intrínseca e bidirecional com os distúrbios do sono: a dor piora a qualidade do sono e o sono prejudicado intensifica a percepção da dor.

Pacientes com fibromialgia apresentam distúrbios do sono em mais de 90% dos casos. O diagnóstico e o tratamento específicos, são fundamentais.

Seguem bons artigos científicos sobre a interface da Medicina do Sono e a Reumatologia:

  1. Sleep-Related Problems in Common Medical Conditions. Chest. 2009. Parish JM.
  2. Screening and Management of Sleep Disorders in Patients With Fibromyalgia Syndrome: A French Multicenter, Prospective, Observational Study. Pain and Therapy. 2026. André G, Bonnefoi M, Ramos I, et al.
  3. Sleep Disorders and Fibromyalgia. Current Pain and Headache Reports. 2011. Roizenblatt S, Neto NS, Tufik S.
  4. The Role of Sleep in Pain and Fibromyalgia. Nature Reviews. Rheumatology. 2015. Choy EH.

O sono na Nefrologia

A doença renal crônica está associada a distúrbios do sono como a insônia, a apneia do sono e ao movimento periódico dos membros.

Os distúrbios do sono podem contribuir para a progressão da doença renal, enquanto a própria doença renal favorece o surgimento e agravemento dos distúrbios do sono.

A presença de anemia, particularmente se associada à ferropenia, está associada à piora dos distúrbios do sono, principalmente da insônia e da síndrome das pernas inquietas.

Seguem bons artigos científicos sobre a interface da Medicina do Sono e a Nefrologia:

1.Sleep Disorders in Chronic Kidney Disease. Nature Reviews. Nephrology. 2024. Lyons OD.

  1. Sleep Disorders in CKD: A Review. American Journal of Kidney Diseases : The Official Journal of the National Kidney Foundation. 2025. Gopal A, Farragher J, Jassal SV, Mucsi I.
  2. Sleep-Related Disorders in Patients With CKD and Kidney Transplant Recipients.
    Clinical Journal of the American Society of Nephrology : CJASN. 2025. Vendeville N, Mucsi I, Molnar MZ.
  3. Bidirectional Association of Sleep Disorders With Chronic Kidney Disease: A Systematic Review and Meta-Analysis. Clinical Kidney Journal. 2024. Koh JH, Lim CYJ, Yam KJM, et al.
  4. Sleep Apnea and Chronic Kidney Disease: A State-of-the-Art Review. Chest. 2020. Lin CH, Lurie RC, Lyons OD.
  5. Sleep Disturbances in Adults With Chronic Kidney Disease: An Umbrella Review.
    Journal of Nephrology. 2025. Chu G, Matricciani L, Russo S, et al.
  6. Insomnia in Patients With Chronic Kidney Disease. Seminars in Nephrology. 2015. Lindner AV, Novak M, Bohra M, Mucsi I.
  7. Iron Deficiency and Sleep – A Scoping Review. Sleep Medicine Reviews. 2020. Leung W, Singh I, McWilliams S, Stockler S, Ipsiroglu OS.

O sono na Oncologia

Os distúrbios do sono afetam de 25 a 60% dos pacientes sobreviventes de câncer. Em alguns estudos, 95% dos pacientes apresentaram sintomas do sono.

Tratamentos antineoplásicos , incluindo radio e quimioterapia, agravam distúrbios do sono, principalmente nos dois primeiros anos após o tratamento.

A apneia obstrutiva do sono está associada à risco aumentado de neoplasias e da mortalidade por câncer, particularmente se relacionada à hipoxemia noturna.

Seguem bons artigos científicos sobre a interface da Medicina do Sono e a Oncologia:

  1. Sleep Disorders in Cancer-a Systematic Review. International Journal of Environmental Research and Public Health. 2021. Büttner-Teleagă A, Kim YT, Osel T, Richter K.
  2. Management of Common Clinical Problems Experienced by Survivors of Cancer. Lancet. 2022. Emery J, Butow P, Lai-Kwon J, et al.
  3. Cancer Treatments and Their Side Effects Are Associated With Aggravation of Insomnia: Results of a Longitudinal Study. Cancer. 2015. Savard J, Ivers H, Savard MH, Morin CM.
  4. Insomnia in cancer patients. Journal of Clinical Oncology. 2021. Sara Ashraf , Mohammad Ali Syed Jafri and Mohamed Farouq Alsharedi
  5. Association Between Therapeutic Interventions and Sleep Disorders in Patients With Breast Cancer: A National Population-Based Cohort Study. Cancers. 2026. Kim D, Lee HS, Jeon S, et al.
  6. Association of Obstructive Sleep Apnea and Nocturnal Hypoxemia With All-Cancer Incidence and Mortality: A Systematic Review and Meta-Analysis.
    Journal of Clinical Sleep Medicine : JCSM : Official Publication of the American Academy of Sleep Medicine. 2022. Tan BKJ, Teo YH, Tan NKW, et al.
  7. Does OSA Increase Risk for Cancer?: A Large Historical Sleep Clinic Cohort Study. Chest. 2023. Marriott RJ, Singh B, McArdle N, et al.
  8. Obstructive Sleep Apnea Severity, Circulating Biomarkers, and Cancer Risk.
    Journal of Clinical Sleep Medicine : JCSM : Official Publication of the American Academy of Sleep Medicine. 2024. Hirsch Allen AJ, Kendzerska T, Bhatti P, et al.
  9. Impact of Obstructive Sleep Apnea on Cancer Risk: A Systematic Review and Meta-Analysis. Sleep & Breathing = Schlaf & Atmung. 2023. Wu D, Zhao Z, Chen C, et al.
  10. Sleep Disruption and Cancer: Chicken or the Egg?. Frontiers in Neuroscience. 2022. Berisha A, Shutkind K, Borniger JC.

O sono na Hematologia

Os distúrbios do sono afetam até 95% dos pacientes oncohematológicos. Até 75% dos pacientes em quimioterapia de alta dose são classificados como mal dormidores.

A apneia obstrutiva do sono é prevalente em pacientes com hemoglobinopatias, como na doença falciforme. A hipoxemia noturna pode precipitar crises vaso oclusivas.

Os pacientes com quadros anêmicos, principalmente nas carenciais por Ferro, B12 e ácido fólico, apresentam maior risco de distúrbio de insônia e síndrome das pernas inquietas.

Seguem bons artigos científicos sobre a interface da Medicina do Sono e a Hematologia:

  1. Hemoglobinopathies and Sleep–the Road Less Traveled. Sleep Medicine Reviews. 2015. Gileles-Hillel A, Kheirandish-Gozal L, Gozal D.
  2. Sleep-Disordered Breathing in Patients With Sickle Cell Disease. Annals of Hematology. 2018. Raghunathan VM, Whitesell PL, Lim SH.
  3. Sleep Disorders in Cancer-a Systematic Review. International Journal of Environmental Research and Public Health. 2021. Büttner-Teleagă A, Kim YT, Osel T, Richter K.
  4. The Relationship Between Pain, Fatigue, Sleep Disorders and Quality of Life in Adult Patients With Acute Leukaemia: During the First Year After Diagnosis.
    European Journal of Cancer Care. 2017. Miladinia M, Baraz S, Ramezani M, Malehi AS.
  5. Sleep Problems and Their Interaction With Physical Activity and Fatigue in Hematological Cancer Patients During Onset of High Dose Chemotherapy.
    Supportive Care in Cancer : Official Journal of the Multinational Association of Supportive Care in Cancer. 2021. Castelli L, Elter T, Wolf F, et al.
  6. Iron Deficiency and Sleep – A Scoping Review. Sleep Medicine Reviews. 2020. Leung W, Singh I, McWilliams S, Stockler S, Ipsiroglu OS.
  7. Associations Between Essential Trace Elements and Sleep Quality in Iranian Adults Based on the Pittsburgh Sleep Quality Index. Scientific Reports. 2025. Kakaei S, Hassan NE, Nakhaee S, et al.
  8. Folate and Vitamin B-12 Status and Sleep Duration in Middle Childhood.
    Sleep Medicine. 2025. Zhu MQ, Mora-Plazas M, Villamor E.

O sono na Dermatologia

Dermatoses inflamatórias crônicas frequentemente cursam com sintomas noturnos, como prurido, que levam a fragmentação do sono e insônia.

Pacientes com doenças como a psoríase e dermatite atópica, apresentam maior risco de desenvolver distúrbios do sono, principalmente se em uso de corticóides.

A privação ou má qualidade do sono pode exacerbar inflamação cutânea e ao envelhecimento precoce da pele, perpetuando um ciclo vicioso entre pele e sono.

Seguem bons artigos científicos sobre a interface da Medicina do Sono e a Dermatologia:

  1. Sleep Impairment in Patients With Chronic Inflammatory Skin Diseases: A Review of Mechanisms and Management. Journal of the American Academy of Dermatology. 2023. Duan GY, Silverberg JI.
  2. Sleep Disorders in Dermatology – A Comprehensive Review. Journal Der Deutschen Dermatologischen Gesellschaft = Journal of the German Society of Dermatology : JDDG. 2023. Mann C, Gorai S, Staubach-Renz P, Goldust M.
  3. Sleep Disturbance in Adult Dermatologic Patients: A Cross-Sectional Study on Prevalence, Burden, and Associated Factors. Journal of the American Academy of Dermatology. 2021. Spindler M, Przybyłowicz K, Hawro M, et al.
  4. Sleep Disorders and Atopic Dermatitis: A 2-Way Street?. The Journal of Allergy and Clinical Immunology. 2018. Chang YS, Chiang BL.
  5. Mind and Skin: Exploring the Links Between Inflammation, Sleep Disturbance and Neurocognitive Function in Patients With Atopic Dermatitis. Allergy. 2023. Cameron S, Donnelly A, Broderick C, et al.
  6. Insomnia and Other Sleep Disorders in Dermatology Patients: A Questionnaire-Based Study With 634 Patients. Clinics in Dermatology. 2021. Tamschick R, Navarini A, Strobel W, Müller S.
  7. Psoriasis and Sleep Disorders: A Systematic Review. Sleep Medicine Reviews. 2016. Gupta MA, Simpson FC, Gupta AK.
  8. Obstructive Sleep Apnea and Dermatologic Disorders. Clinics in Dermatology. 2017. Gupta MA, Simpson FC, Vujcic B, Gupta AK.

O sono na Cirurgia e Anestesiologia

O perioperatório é um risco para o desenvolvimento de distúrbios do sono, que podem piorar a recuperação dos pacientes, aumentar complicações e prolongar sua internação.

A apneia obstrutiva do sono tem impacto direto na avaliação pré-operatória, manejo anestésico e risco de complicações pós-operatórias.

A dor perioperatória possui uma relação intrínseca e bidirecional com os distúrbios do sono: a dor piora a qualidade do sono e o sono prejudicado intensifica a percepção da dor.

Seguem bons artigos científicos sobre a interface da Medicina do Sono e com o Bloco Cirúrgico:

  1. Postoperative Sleep Dynamics Across Surgical Risk Using Wearable Device Technology. JAMA Surgery. 2026. Elemosho A, Chatzipanagiotou OP, Angez M, et al.New
  2. Deep Sleep and Beeps: Sleep Quality Improvement Project in General Surgery Patients. Journal of the American College of Surgeons. 2021. Allen RW, Burney CP, Davis A, et al.
  3. Multimodal Sleep Management Reduces Perioperative Insomnia in General Surgery Patients Through Optimal Healing Environments. Scientific Reports. 2025. Xu H, Jiang X, Pan H, et al.
  4. Referral of Adults With Obstructive Sleep Apnea for Surgical Consultation: An American Academy of Sleep Medicine Clinical Practice Guideline. Journal of Clinical Sleep Medicine : JCSM : Official Publication of the American Academy of Sleep Medicine. 2021. Kent D, Stanley J, Aurora RN, et al.

Quando Procurar um Médico do Sono

O papel de cada especialista é fundamental no cuidado da saúde do sono do seu paciente.

Sinais ou sintomas relacionados ao sono, não devem ser subestimados: considere a realização de uma polissonografia e a avaliação especializada por um médico do sono.

Todo paciente merece dormir bem.

Há situações em que procurar esse especialista é essencial. Veja algumas indicações:

  • Dificuldade para dormir que dura mais do que 1 semana
  • Sonolência excessiva durante o dia
  • Ronco e pausas na respiração
  • Comportamentos anormais durante o sono: sonambulismo, fala, movimentos bruscos
  • Despertares frequentes, sudorese noturna ou dores de cabeça matinais
  • Problemas de memória, humor ou rendimento relacionados ao sono ruim

Como é Realizada a Avaliação pelo Médico do Sono

A consulta com o especialista envolve etapas importantes:

1. Entrevista Detalhada

O médico busca entender padrões de sono e sintomas, considerando:

  • Horários de deitar e acordar
  • Relatos do parceiro(a) de cama
  • Hábitos noturnos e rotina diária
  • História médica e familiar

2. Exames Complementares

Se necessário, o médico pode solicitar:

  • Diário do sono: relato estruturado e detalhado dos hábitos do paciente que influenciam o sono
  • Exames laboratoriais: de acordo com o tipo de sintomas e com os fatores de risco de cada paciente
  • Polissonografia: Exame que monitora o sono, avaliando ondas cerebrais, respiração, movimentos, entre outros
  • Actigrafia: Registro do padrão de repouso e atividade física, geralmente via pulseira
  • Escalas de sonolência: Questionários padronizados para avaliação do sono

3. Elaboração do Diagnóstico

Após análise dos dados, o médico identifica qual distúrbio do sono está presente.

4. Plano Terapêutico

O tratamento pode envolver:

  • Mudanças comportamentais
  • Ajustes na rotina
  • Prescrição de medicamentos
  • Uso de equipamentos (como CPAP, para apneia)
  • Terapia comportamental

5. Acompanhamento Regular

O médico avalia a resposta ao tratamento e ajusta as condutas sempre que necessário.

Como é a consulta com o médico do sono?

No consultório do dr. Leonardo Vivas, cada paciente é avaliado considerando sua história, seus hábitos, seus sintomas e suas necessidades, no tempo que for necessário para isso. Não há pressa, nem correria.

Quando necessário, exames complementares podem ser solicitados, incluindo a polissonografia, o exame específico da qualidade e quantidade do sono.

O consultório do Dr. Leonardo Vivas, disponibiliza a realização do exame do sono Biologix (ou polissonografia do tipo IV), o que garante comodidade e segurança na avaliação dos dados para seus pacientes.

Além de ser um exame menos invasivo, com menos dispositivos acoplados ao paciente, o exame do sono Biologix pode ser realizado no conforto do próprio domicílio, sendo mais confortável e interferindo menos com o sono do paciente.

Após essa avaliação detalhada, os pacientes receberão planos de tratamento e acompanhamento únicos e personalizados para o indivíduo e para cada problema identificado. Esse cuidado se estende para além da consulta, pois a dedicação ao paciente nunca é deixada de lado.

O tratamento é individualizado e pode incluir:

  • Higiene do Sono: Orientações sobre o ambiente e seus efeitos positivos e negativos no sono
  • Rotina do Sono: Criação de um Planejamento do Sono que otimiza os processos necessários para dormir
  • Terapia Cognitivo-Comportamental: Técnicas que alteram não só a percepção do paciente sobre o sono, mas também oferecem ferramentas para otimizar o combate contra a insônia
  • Medicamentos: Ofertados de acordo com as necessidades de cada paciente e sempre dentro de um planejamento de cuidado (Plano Terapêutico) bem definido e compartilhado
  • Dispositivos de auxílio respiratório: Aparelhos como o CPAP, utilizados nos casos de doenças respiratórias do sono (como a Apneia Obstrutiva do Sono)
  • Tratamento de doenças associadas: Controle de ansiedade, depressão, obesidade, além da abordagem de outras situações relacionadas ao sono, à saúde geral e à rotinas de vida saudáveis

Para muitos problemas, pequenas mudanças já trazem grande impacto. Em outros casos, dispositivos ou terapia específica são essenciais.

Benefícios do Acompanhamento Médico

  • Avaliação clínica detalhada
  • Identificação e tratamento de fatores agravantes e comorbidades
  • Seleção do melhor exame diagnóstico
  • Indicação personalizada do tratamento
  • Suporte durante a adaptação ao tratamento
  • Acompanhamento dos resultados e ajustes necessários

Dr. Leonardo sorri para seu paciente.
Foto dr. Leonardo.

Mitos e Verdades Sobre o Sono

Algumas crenças populares podem atrapalhar quem busca melhorar o sono. Veja alguns mitos comuns:

Todo adulto precisa dormir pelo menos 8 horas? NÃO!

A necessidade varia, mas, em média, adultos precisam de 7 a 9 horas por noite.

Roncar é normal? NÃO!

O ronco pode indicar apneia do sono, um problema sério que precisa de avaliação.

Dormir pouco durante a semana pode ser compensado dormindo muito aos finais de semana? NÃO!

O sono perdido não é plenamente recuperado, e a rotina irregular prejudica a qualidade do sono.

Resumindo

  • Dormir bem é essencial para a saúde física, mental e social
  • O médico do sono atua no diagnóstico e tratamento dos problemas que impedem uma boa noite de sono
  • Distúrbios como insônia, apneia, sonambulismo, síndrome das pernas inquietas e narcolepsia têm tratamento
  • Não negligencie sintomas persistentes: buscar ajuda é investir em qualidade de vida e longevidade

Dormir melhor é viver melhor!

O sono é um dos pilares da saúde, assim como alimentação e atividade física. Distúrbios do sono são mais comuns do que se imagina e podem ter consequências graves, mas têm solução, principalmente com o apoio de profissionais qualificados em Medicina do Sono. Não hesite em procurar ajuda se você ou alguém da sua família apresenta dificuldades para dormir.

Se cuida!

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